A instalação de um entreposto comercial do Brasil em Sines é uma hipótese que se mantém em aberto, garantiu o embaixador daquele país em Lisboa.

“Estamos interessados em ver a possibilidade de aumentar o comércio de contentores com Portugal, com vista ao mercado interno, mas também com vista a outros territórios dentro da Europa”, disse à “Lusa” Mário Vilalva.

Em Portugal desde Novembro do ano passado, o embaixador de Brasília visitou agora o porto de Sines e a Zona Industrial e Logística anexa, tendo reunido com a administração do porto alentejano e com o presidente da AICEP.

O facto de Sines ser o porto europeu de águas profundas mais próximo do Brasil, a existência de espaços infra-estruturados para a instalação de indústrias ou actividades logísticas, e a possibilidade de, a partir de Sines, chegar ao resto da Europa, seja por mar, seja por via férrea, são argumentos com que os portugueses tentam criar ali uma “porta de entrada” na Europa para os produtos brasileiros.

A concorrência é, todavia, grande e bastante aguerrida. Nomeadamente da parte dos portos espanhóis, com destaque para Barcelona e Valência.

Recentemente, a administração portuária de Sines firmou acordos de cooperação com as empresas concessionárias dos portos de Santos e Rio de Janeiro, com o objectivo – entre outros – de favorecer o tráfego marítimo entre os dois mercados.

Actualmente o porto de Sines não tem serviços directos de contentores para o mercado brasileiro.

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