O governo brasileiro não exercerá o poder de veto ao acordo entre a brasileira Embraer e a norte-americana Boeing para a criação de uma nova empresa de aviação comercial.

“O Presidente [Jair Bolsonaro] foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto ao
negócio”, afirma o comunicado emitido pelo Governo do Brasil, acrescentando que a decisão foi tomada após uma reunião que decorreu no Palácio do Planalto, em Brasília.

Em Julho passado, a Boeing e a Embraer, que é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e líder no segmento de aeronaves para voos regionais, assinaram um acordo preliminar para a formação de uma joint-venture, uma nova empresa na área de aviação comercial, avaliada em 4,75 mil milhões de dólares (cerca de 4,17 mil milhões de euros).

O acordo precisava da aprovação do governo brasileiro, que detém uma golden share na Embraer, que lhe dá poder de veto em decisões estratégicas, como a transferência do controlo de acções da empresa.

A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças, entre outras actividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, a Embraer detém duas fábricas de componentes no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora e é accionista maioritária (65%) da OGMA, em Alverca.

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