O Brasil vai implementar um plano de renovação do material circulante ferroviário, com o qual pretende aumentar a capacidade de transporte, melhorar a sustentabilidade do sector e impulsionar a indústria local.

O plano prevê a substituição, num prazo de dez anos, de 40 mil vagões e 1 400 locomotivas por 18 mil vagões de maior capacidade e 600 locomotivas de maior potência. Em 2013, a frota brasileira compreendia 100 mil vagões e 3 200 locomotivas.

Proposta pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a iniciativa tem o apoio da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, dos ministérios dos Transportes e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).

O plano, que prevê que 60% das locomotivas e 80% dos vagões seja de produção brasileira, tem como meta aumentar a capacidade de transporte em 40%, reduzir as emissões de CO2 em 38% e melhorar a eficiência energética em 15%.

As previsões da Abifer apontam para uma poupança de 290 milhões de litros de combustível logo nos primeiros seis meses de implementação.

 

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