O governo brasileiro concessionou mais 12 aeroportos e com isso encaixou 2,38 mil milhões de reais (547 milhões de euros), 1000% mais que o valor base fixado.

O leilão das concessões aconteceu na sexta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo. Os 12 aeroportos estavam divididos em três regiões: Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. As concessões têm uma duração de 30 anos. Além do valor pago “à cabeça”, os novos concessionários ficam obrigados a investir nos aeroportos em causa. Nos cinco primeiros anos, a previsão do governo é que eles invistam 1,5 mil milhões de reais.

A espanhola AENA foi a grande vencedora deste leilão, e a grande investidora também. Venceu o grupo Zurich Airport na “corrida” aos aeroportos da região Nordeste, tendo para o efeito pago 1,9 mil milhões de reais (437 milhões de euros).

Em causa estão os aeroportos de Aracaju, Campina Grande, João Pessoa, Juazeiro do Norte, Maceió e Recife. Constituíam o lote mais apetecido.

Com este investimento, a AENA dá um forte impulso à sua internacionalização. Passa a controlar mais de 20 aeroportos em cinco países: Reino Unido, México, Jamaica, Colômbia e, agora, Brasil.

De volta ao leilão brasileiro, um consórcio local de duas empresas de transporte rodoviário garantiu o bloco Centro-Oeste (aeroportos de Alta Floresta, Cuiabá, Rondonópolis e Sinop), enquanto a Zurich arrematou o bloco do Sudeste, com apenas dois aeroportos: Macaé e Vitória.

O governo de Jair Bolsonaro estima poder leiloar pelo menos 49 projectos de infra-estruturas este ano, com investimentos que devem chegar a 67,9 mil milhões de reais. Até Abril, quando o novo presidente completa 100 dias no poder,  deverão ser leiloados 23 projectos: estes 12 aeroportos, dez portos e a ferrovia Norte-Sul.

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