O governo britânico cancelou o contrato com a Seaborne Freight, uma das três companhias escolhidas, por ajuste directo, para minorar os efeitos do Brexit no tráfego de mercadorias com a Europa continental.

A Seaborne Freight foi a única companhia britânica escolhida por Londres (as outras foram a Brittany Ferries e a DFDS), o que já se de si não agradou aos críticos. Mas a polémica subiu ainda mais de tom quando se constatou que a empresa não tinha navios para garantir a operação.

O valor dos contratos é de 120 milhões de euros. No caso da Seaborne Freight, seriam 16 milhões de euros.

O Ministério dos Transportes britânico, liderado por Chris Grayling, justificou a decisão de cancelar o contrato com a Seaborne Freight, porque a empresa irlandesa Arklow Shipping, que prestaria apoio ao nível dos efectivos, decidiu abandonar a operação.

“Após a decisão […] ficou claro que a Seaborne não cumprirá os requisitos contratuais acordados com o Governo. Decidimos rescindir o acordo”, disse uma porta-voz do ministério.

A mesma fonte acrescentou que o governo de Theresa May “está em conversações avançadas para assegurar a capacidade adicional de carga, incluindo através do porto de Ramsgate, caso haja um Brexit sem acordo”.

A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) está agendada para Março, três anos após o referendo em que 52% dos britânicos votaram a favor do Brexit.

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