A Brisa está “apostada em diversificar o seu negócio e a privatização da ANA interessa bastante”, afirmou Luís Eça Pinheiro, responsável pelas relações com o mercado da empresa.

Com as receitas das concessões rodoviárias em baixa, a empresa gestora de auto-estradas encara o negócio aeroportuário como uma oportunidade de crescimento no curto prazo.

Em declarações aos jornalistas, Luís Eça Pinheiro voltou a frisar que a privatização da ANA “é um projecto em que estamos empenhados”, mas que, neste momento existem “inúmeras incógnitas”.

Para o responsável da Brisa, é necessário saber qual “o perímetro da privatização”, ou seja, quantos aeroportos estarão incluídos na venda e de que forma serão atribuídos.

Além disso, a empresa quer saber qual será o modelo a seguir, já que no projecto anterior “estava previsto um grande aeroporto, em que o investimento seria de 3 000 milhões de euros”, referiu Eça Pinheiro, adiantando que, sem o novo aeroporto, “o modelo pode ser outro”.

Outra das incógnitas prende-se com “o que o contrato vai impor, ou não, relativamente ao futuro aeroporto de Lisboa, até porque, mais tarde ou mais cedo, a Portela vai esgotar a sua capacidade”.

Para Eça Pinheiro, a Brisa “sente-se bem posicionada, por ser o maior gestor de infraestruturas em Portugal”, mas alertou que vão concorrer à privatização da ANA Aeroportos sempre “com a intenção de não prejudicar a rentabilidade dos capitais investidos”.

Segundo aquele responsável, a privatização da ANA “depende muito da privatização da TAP porque quem ganhar a alienação da TAP pode retirar ou acrescentar valor à ANA Aeroportos”.

O valor da privatização da ANA Aeroportos deverá oscilar entre os mil e os dois mil milhões de euros, com os analistas a inclinarem-se para o valor intermédio de 1,6 mil milhões.

A Brisa concorrerá à privatização em parceria com a brasileira CCR, também ela uma concessionária rodoviária mas já com alguma experiência na gestão de aeroportos.

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