“Nesta fase, a Comissão não pretende abrir procedimentos relativamente à P3 ou à G6”, anunciou o porta-voz da Comissão Europeia para a política de concorrência, Antoine Colombani.

Depois dos EUA, em Março passado, foi agora a vez da União Europeia entender que as anunciadas alianças de companhias marítimas não colocam em causa a concorrência no sector nem prejudicam os respectivos mercados. Ficam a faltar as decisões das autoridades da concorrência da R.P. China e da Coreia do Sul.

A demora nas decisões levou, muito recentemente, a Maersk Line, a MSC e a CMA CGM, que integram a P3, na adiarem para o Outono o início das operações. A G6 integra a Hapag-Lloyd, a APL, a HMM, a MOL, a NYK e a OOCL.

Em comunicado, os membros da P3 saudaram a decisão de Bruxelas e insistiram em que a projectada aliança se restringirá à cooperação operacional, deixando de fora, para cada um dos membros, as vendas, o marketing, os serviços aos clientes e a política de preços.

A P3 operará cerca de 250 navios, com uma capacidade agregada de 2,6 milhões de TEU, nas três principais rotas comerciais: Ásia-Europa, Trans-Pacífico e Trans-Atlântico.

A G6 opera desde Março do ano passado no Ásia-Europa e propõe-se agora estender a cooperação ao Trans-Pacífico e Trans-Atlântico. A sua frota agregada será então de 240 navios.

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