A Comissão Europeia pronunciar-se-á no próximo dia 6 de Agosto sobre a fusão entre a US Airways e a American Airlines. O veredicto deverá ser favorável ao negócio, que criará a maior companhia aérea do mundo.

As duas companhias norte-americanas propuseram, no início do mês, ceder slots à concorrência nos aeroportos de Heathrow e Philadelphia, indo ao encontro das reservas de Bruxelas sobre uma possível posição de domínio nas ligações transatlânticas.

Também por isso, uma fonte conhecedora do processo adiantou à “Reuters” que a Comissão Europeia deverá dar “luz verde” à concretização do negócio, em linha com o que já fizeram as autoridades do Canadá, Brasil e México. Falta ainda a decisão das autoridades norte-americanas.

A fusão entre a American e a US Airways será a quarta entre companhias aéreas dos EUA no espaço de seis anos. O negócio, avaliado em 11 mil milhões de dólares, criará a maior companhia do mundo.

A American Airlines é a quarta companhia dos EUA, com uma quota de 15%. A US Airways controla 9%. Juntas, serão a número um mundial, com um volume de receitas de 38,7 mil milhões de dólares e capacidade para transportar 110 milhões de passageiros.

A nova companhia, que manterá o nome de American Airlines, será controlada em três quartos pelos credores da AMR, a holding da actual American, mas será gerida pelos quadros da US Airways. O acordo sobre a fusão foi anunciado em Fevereiro passado.

A partir daqui, o mercado norte-americano de aviação passará a ser dominado por quatro players: além da American, a Delta Airlines (que em 2008 se fusionou com a Northwest), a United Airlines (em 2010 absorveu a Continental) e a Southwest (operadora low cost que em 2011 comprou a AirTran).

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