A Comissão Europeia decidiu iniciar uma investigação aprofundada à anunciada compra da Alstom pela Siemens. Bruxelas receia pelos efeitos do negócio no sector e descarta a ameaça chinesa.

A fusão entre a Siemens Mobility e a Alstom criará o maior fabricante de material circulante ferroviário e de sistemas de sinalização do Espaço Económico Europeu, não apenas em tamanho, mas também em presença geográfica e em equipamentos e soluções instalados.

A Comissão Europeia teme, por isso, que daí resulte menos concorrência, preços mais elevados e menos inovação, em prejuízo dos operadores ferroviários, dos gestores das infra-estruturas e, em última análise, dos cidadãos e empresas europeias.

Por outro lado, a ameaça chinesa, apresentada como uma das motivações para o negócio entre alemães e franceses, é relativizada pela Comissão. No comunicado em que anuncia a investigação aprofundada, o Executivo comunitário refere que “nesta fase” considera que a entrada de novos competidores nos mercados do EEE, em particular de fornecedores chineses, parece improvável no futuro previsível.

O negócio entre a Siemens e a Alstom foi notificado a Bruxelas no passado 8 de Junho. A Comissão tem até 21  de Novembro para se decidir.

Accionistas da Alstom votam fusão

Ontem mesmo, reunidos em Paris, os accionistas da Alstom votaram favoravelmente os termos da proposta fusão com a Siemens Mobility.

A fusão reuniu o acordo de uma maioria de mais de 95%.

O negócio deverá ficar concluído no decorrer da primeira metade de 2019, assim sejam obtidas as necessárias autorizações das entidades competentes.

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