A renovação da frota da STCP poderá ser feita com o apoio de fundos europeus estruturais, disse hoje o presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro.

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Após a reunião do CmP, Hermínio Loureiro referiu aos jornalistas que “a renovação da frota” daquela empresa de transporte público que opera em seis municípios da AMP é uma “necessidade imperiosa” e foi abordada na segunda-feira passada, em reunião com o ministro do Ambiente, na qual foi anunciado o desejo de ver a gestão da operação da STCP nas mãos das autarquias a partir de 1 de Janeiro de 2017.

“Há um conjunto significativo de questões que têm também de ser resolvidas e uma delas tem a ver com necessidade imperiosa da renovação da frota, através de programas comunitários”, no âmbito do objectivo da descarbonização, disse.

Recorde-se que nos termos do concurso da subconcessão da operação da STCP lançado pelo anterior Governo, o futuro operador privado tinha a obrigação de renovar a frota. Mas não se impunha, tanto quanto é sabido, que tal renovação fosse feita com veículos novos, e menos ainda com autocarros alimentados a energias limpas.

A STCP opera uma das maiores frotas europeias de autocarros a gás natural, veículos que terão de ser substituídos em breve. Mas trata-se de unidades mais caras que as tradicionais a diesel.

Com a passagem da gestão da STCP para as autarquias, é natural que sejam estas a ter de assumir os encargos com a frota, tal como acontece com outros serviços de transportes colectivos municipais.

Na reunião de hoje, os autarcas da Área Metropolitana do Porto aprovaram indicar os nomes de Avelino Oliveira, segundo secretário da comissão executiva do CmP, e de Cristina Pimentel, vereadora da Mobilidade na Câmara do Porto, para integrarem o grupo de trabalho que, com o Governo, vai discutir o processo de transferência da gestão da empresa para as autarquias, que será também acompanhado pelo autarca de Gondomar, Marco Martins.

Hermínio Loureiro destacou “o princípio de descentralização dessas competências”, enaltecendo o facto de a Administração Central ter decidido
“delegar nos municípios” as mesmas. “Há muito caminho a percorrer”, disse.

 

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