O governo de Cabo Verde aprovou ontem o decreto-lei que estabelece o regime jurídico para a privatização da actividade internacional da TACV.

TACV

A decisão foi anunciada no final da reunião do Conselho de Ministros pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. Luís Filipe Tavares remeteu mais pormenores para a publicação do decreto-lei, mas adiantou que as negociações para encontrar um parceiro estratégico que assegure a gestão e parte do capital estão na fase final.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, disse recentemente que o Estado cabo-verdiano poderá vir a ter uma participação no capital da TACV Internacional, mas recusou liminarmente a hipótese de ser utilizado dinheiro dos contribuintes para adquirir acções da companhia.

A privatização do negócio internacional está enquadrada na reestruturação da companhia aérea pública cabo-verdiana, que esta semana deixou de operar a nível doméstico. Desde terça-feira, a Binter Cabo Verde é a única companhia a fazer os voos entre as ilhas do arquipélago. No âmbito do acordo com o grupo das Canárias, o Estado de Cabo Verde deterá 49% da companhia cabo-verdian.

A Binter Cabo Verde opera actualmente com dois ATR, estando a aguardar um terceiro.

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