O Estado de Cabo Verde é avalista de um empréstimo de 4,6 milhões de euros contraído pela CV Interilhas, controlada pela Transinsular.

A decisão do governo de Cabo de assumir a garantia do empréstimo contraído pela concessionária do transporte marítimo inter-ilhas, detida a 51% pela Transinsular, é um sinal de confiança no projecto, sustentou o primeiro ministro do país.

“Significa que o Governo acredita no projecto. Em primeiro lugar, não damos garantias a projectos inviáveis; em segundo, a garantia é apenas uma certificação não só junto dos bancos, mas de confiança e de qualidade que nós transmitimos aos nossos parceiros”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

A Transinsular venceu o concurso público internacional para assegurar o transporte marítimo entre as ilhas cabo-verdianas, tendo criado a CV Interilhas, onde detém 51% do capital, enquanto as restantes 49% são detidos por armadores locais.

Um mês após a CV Interilhas iniciar as operações, o governo, através de uma resolução publicada sexta-feira no Boletim Oficial, autorizou a Direcção-Geral do Tesouro a conceder um aval, no valor de 518 milhões de escudos
(4,6 milhões de euros), como garantia de um empréstimo bancário junto de dois bancos no país, “para a implementação da estratégia estabelecida no plano de negócios” da empresa.

A decisão já foi denunciada pelo PAICV, na Oposição, que criticou o governo de estar a dar a uma empresa maioritariamente estrangeira o que negou aos armadores cabo-verdianos, que “fizeram tudo para assumir a
concessão”.

Acresce, sustenta, que a medida “transfere para os cabo-verdianos e as gerações futuras a responsabilidade de
sustentar uma empresa de capital maioritariamente estrangeira”.

Em resposta, o primeiro ministro sublinhou que o aval não significa um empréstimo, mas sim uma garantia, com base em dados e informações relativamente ao risco do crédito bancário. “Estou em crer que vamos ter sucesso neste projecto. Há muito ruído à volta, o que interessa é fazer coisas acontecer e desenvolver”, salientou.

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