Cabo Verde está disponível para acolher um dos centros de coordenação e vigilância marítima na sub-região do Golfo da Guiné mas precisa da ajuda internacional para o estabelecer.

Pirataria

A disponibilidade cabo-verdiana foi manifestada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, na abertura da segunda reunião anual do grupo G7 + Amigos do Golfo da Guiné (G7+FoGG, na sigla em inglês), na cidade da Praia.

“Cabo Verde disponibiliza-se para alojar o centro multinacional de coordenação marítima da zona G (Cabo Verde, Senegal Guiné-Bissau e Gâmbia), desde que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os parceiros internacionais se comprometam a ajudar na sua operacionalização, disponibilizando os apoios técnicos e financeiros necessários”, disse.

Luís Filipe Tavares falava perante uma plateia de representantes dos sete países mais industrializados (G7), de membros do grupo dos Amigos do Golfo da Guiné e de representantes de países da costa africana, reunidos para analisar a segurança marítima na sub-região por onde passam algumas das principais rotas comerciais, mas também de actividades ilícitas como o tráfico de droga e a pirataria.

À margem da reunião, Luís Filipe Tavares sublinhou, em declarações aos jornalistas, não existir “nenhum outro sítio mais adequado para acolher um centro desta importância”, destacando a localização geoestratégica e a estabilidade do país.

Por seu lado, o embaixador Joaquim Ferreira Marques, que coordenou a presidência portuguesa do Grupo de Amigos do Golfo da Guiné, destacou à “Lusa” o papel de Cabo Verde na segurança da região. “Dada a sua estabilidade política e a sua importância geoestratégica nesta zona, Cabo Verde é primordial para controlar a passagem de droga, mas não tem as capacidades técnicas nem financeiras para ter aqui um centro”, disse.

Por isso, acrescentou, a reunião servirá para que os “países do Norte possam ajudar Cabo Verde a ter aqui um centro de informação e observação de trânsito marítimo”.

O grupo do G7 + Amigos do Golfo da Guiné é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido, França, Bélgica, Brasil (observador), Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suíça, União Europeia, escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e Interpol.

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