Por causa da quebra nas encomendas, a Caetanobus decidiu avançar com o “lay-off” de uma centena de trabalhadores. O sindicato contesta.

Em comunicado, a administração da empresa, que integra a 100% o grupo Salvador Caetano, justifica a medida com uma redução nas encomendas recebidas, as quais se encontram a um nível claramente inferior ao dos anos antes da crise económica, prevendo que “o nível de vendas em 2013 se mantenha face ao número de unidades vendidas em 2012”.

“Confrontada com uma subocupação parcial que afecta uma das suas linhas de produção e, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores, a administração propôs à Comissão de Trabalhadores um acordo de adaptabilidade do período normal de trabalho, o qual não mereceu aprovação por parte deste órgão de representação dos trabalhadores”, adianta o comunicado.

Perante este impasse, acrescenta, “a empresa foi forçada a recorrer aos mecanismos legais previstos para este tipo de situações: a suspensão temporária dos contratos de trabalho dos trabalhadores afectos a essa linha”.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte, o “lay-off” abrangerá 98 trabalhadores durante um prazo de seis meses. O sindicato considera a decisão da administração da empresa injustificada.

No ano passado, a Caetanobus produziu cerca de 400 autocarros, que geraram um volume de negócios de 55 milhões de euros. Os mercados de exportação absorveram 90% da produção.

Esta não é a primeira vez que a empresa de Vila Nova de Gaia recorre ao “lay-off”. O mesmo já aconteceu em 2009 e 2010.

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