Os autocarros urbanos de energias alternativas tendem a ganhar importância na CaetanoBus, já com 70 encomendas firmes do e.City Gold, adiantou o CEO ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Como foi o primeiro semestre de 2019 para a CaetanoBus?

Jorge Pinto – O primeiro semestre de 2019 foi um semestre de consolidação do crescimento da CaetanoBus iniciado em 2018.

Qual o rácio de exportação vs. mercado nacional?

Jorge Pinto – Em 2018, as exportações representaram 79,65%.

Quais as expectativas para a totalidade de 2019?

Jorge Pinto – As expectativas são de manutenção do rácio de 2019.

Qual a actual distribuição de produção em termos de tipologias de autocarros da CaetanoBus, entre minibus, urbanos, regionais, longo curso, etc.?

Jorge Pinto – Neste momento, a tipologia de autocarros de aeroporto [Cobus] ocupa 44% da produção, os urbanos 35%, os turismo 19% e as outras tipologias 2%.

No futuro o mix será esse?

Jorge Pinto – Prevemos para 2020 um crescimento no peso dos autocarros urbanos com energias alternativas.

Por energias, qual é o actual mix?

Jorge Pinto – O mix atual é de 61% diesel, 32% CNG e 7% eléctricos.

Quantas unidades eléctricas já têm contratadas?

Jorge Pinto – Temos aproximadamente 70 unidades já encomendadas.

O mercado português tem tendência a crescer em termos de autocarros urbanos?

Jorge Pinto – Cremos que sim, em particular com tecnologias mais limpas.

Pretendem continuar a aproveitar os programas nacionais de apoio à renovação das frotas pelos transportadores?

Jorge Pinto – Os programas nacionais de apoio à renovação de frotas são importantes.

Como analisa o cenário de importação de autocarros usados por parte de muitos operadores de transporte público urbano de passageiros, sobretudo muitos com acordo de intermodalidade com as gestoras de transportes públicos das duas maiores áreas metropolitanas do país?

Jorge Pinto – A importação de autocarros usados está relacionada com as regras de mercado e a competitividade dos operadores. Sabemos que os autocarros usados importados são normalmente veículos com idade avançada e com um desempenho ambiental inferior.

O combate à importação de usados passa essencialmente por um quadro regulatório que vá de encontro às metas ambientais de Portugal e também por um apoio claro aos operadores nesta transição de tecnologias.

Em que patamar está o projecto do autocarro a hidrogénio, que foi anunciado em Setembro de 2018?

Jorge Pinto – O primeiro protótipo já “anda” e iniciou os testes que tínhamos programado. O segundo protótipo, para estar concluído até início de 2020, já começou a ser produzido. Planeamos para 2020 as primeiras pré-séries.

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