O primeiro autocarro eléctrico português saiu hoje da linha de montagem da Caetanobus. Até ao final do ano deverão ser produzidos entre 10 e 20. A produção global da unidade de V.N. Gaia deverá chegar aos 472 autocarros.

O primeiro autocarro eléctrico, produzido em parceria pela Caetanobus e pela Efacec, deverá entrar em testes reais em Vila Nova de Gaia, já em Abril e durante três meses. Um segundo veículo seguirá na mesma altura para a Alemanha, de onde já terão sido recebidas mais duas encomendas.

Cada autocarro, construído sobre a plataforma do Cobus, uma referência no mercado mundial de autocarros de aeroporto, custará cerca de 500 mil euros, baterias incluídas. Um preço muito elevado comparativamente aos autocarros tradicionais ou mesmo a outros autocarros movidos a energias alternativas.

José Ramos, administrador da Caetanobus, conta que a produção industrial permitirá baixar o custo unitário de produção. E confia também – pelo menos deixou um apelo nesse sentido ao primeiro ministro, presente na cerimónia de apresentação – que o Estado apoie a compra destes autocarros na proporção do que faz com os carros eléctricos.

A autonomia do novo veículo – apenas 100 quilómetros – será outro obstáculo à sua compra pelas empresas transportadoras. Mas o autocarro eléctrico destina-se essencialmente a operar em zonas de emissões zero ou em centros de grande densidade de utilizadores.

Para este ano, a Caetanobus prevê produzir 10 a 20 destes autocarros, e construir cerca de 50 no próximo ano, maioritariamente para a exportação.

Em termos globais, a empresa do grupo Salvador Caetano projecta produzir este ano 472 autocarros, mais 106 do que em 2010, e atingir um volume de negócios de 57 milhões de euros, mais 11 milhões do que no último exercício. As exportações representam cerca de dois terços da facturação.

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