Cerca de 90 empresas portuguesas responsáveis por 500 milhões de euros de exportações e mais de 8 000 empregos participam até quarta-feira na Micam, a maior feira internacional de calçado, em Milão.

“Portugal será a segunda maior delegação estrangeira naquela que é a mais importante e prestigiada feira de calçado do mundo, logo a seguir a Espanha”, destaca a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), que organiza a participação portuguesa na
feira de Milão.

A participação na Micam acontece numa altura em que o calçado português perspectiva 2019 como “um ano de afirmação nos mercados externos”, durante o qual o sector pretende investir, com o apoio do Programa Compete, mais de 18 milhões de euros em actividades promocionais no âmbito das “grandes prioridades” de “aumentar as vendas no exterior, diversificar os mercados de destino e o leque de empresas exportadoras”.

Destes, 16 milhões de euros serão canalizados para a participação de 200 empresas em cerca de 60 dos principais eventos da especialidade, em mais de 15 mercados, com destaque para a Alemanha, Espanha, França e Itália, na Europa, e para o Japão e EUA, entre os países extra-comunitários.

Os restantes dois milhões de euros dizem respeito à promoção das marcas em “áreas críticas” como a concepção e o registo de marcas e patentes, o investimento em publicidade, a contratação de assessorias de comunicação no
exterior e a produção de campanhas de imagem.

Segundo a APICCAPS, estes investimentos serão complementados com acções no universo digital, desde apoios à realização de campanhas de marketing digital a investimentos em matéria de criação de sites ou lojas online.

Os objectivos são claros: “Promover o upgrade de imagem das marcas do sector e fomentar uma imagem de excelência das empresas e dos seus produtos.

Esta renovada aposta nos mercados externos acontece depois de, em 2018, o crescimento de 2,4% das exportações de calçado em volume, para 85 milhões de pares, não ter sido suficiente para evitar uma quebra de 2,85% em valor, para 1 904 milhões de euros.

Segundo a associação, “o abrandamento das principais economias mundiais para onde a indústria portuguesa de calçado exporta mais de 95% da sua produção terá afectado o sector e contribuído para o desempenho final”, sendo que, “ainda recentemente, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as perspectivas de
crescimento para 2018 e revelou-se menos optimista para 2019”.

 

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