Os assaltos a camiões, devido à falta de parques de estacionamento seguros, continuam a ser o maior risco no sector logístico, de acordo com o mais recente relatório do TT Club.

 

Os roubos com cortes na lona dos atrelados representam, de acordo com o estudo que o TT Club desenvolveu em parceria a BSI Supply Chain Services & Solutions, 27% dos crimes contra cargas, sendo que, desses, 29% ocorrem em trânsito.

Recorde-se que, na Europa, estão a ser feitos esforços para aumentar a rede de parques seguros para camiões. Os roubos de armazéns e instalações são menos comuns.

Quanto aos valores, a América do Sul é a região com os roubos mais “caros”, com uma média de 77 mil dólares (68 500 euros), seguida pela Europa (59 866 dólares), América do Norte (58 500 dólares) e Ásia (18 923 dólares).

Focando na Europa, os roubos a camiões  representaram metade de todas as ocorrências. O que, segundo o relatório, se deve principalmente ao grande número de atrelados de lona usados no nosso continente.

O Reino Unido concentrou 86% de todos os roubos de carga, com a Alemanha no outro extremo, com apenas 4%.

Bebidas alcoólicas e tabaco foram as cargas mais roubadas, com uma quota de 21%.

Embora o sequestro seja pouco habitual, a Itália é o país em que isso é mais provável de suceder.

Assaltos com mais insiders

O relatório destaca também a tendência crescente para os assaltos envolverem pessoas próximas das próprias companhias.

O TT Club justifica a tendência, pelo menos em em parte, com o facto de as ameaças externas terem sido, ao longo dos anos mais recentes, reduzidas por segurança adicional.

Os tipos de actividade criminosa interna mais frequentes identificados foram a divulgação não autorizada de informações confidenciais (47%) e a corrupção de processos (42%). Em 60% dos casos, os envolvidos trabalhavam para a organização há menos de cinco anos. A maioria dos casos internos no estudo foi auto-iniciada (76%) e não como resultado de infiltração deliberada (6%).

 

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