O Canal do Panamá recebeu, ontem, o 6 000.º navio neo-panamax. O Energy Liberty, um navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL), cruzou o canal no sentido Atlântico-Pacífico.

A marca dos 5 000 navios neo-panamax no Canal do Panamá foi atingida em Dezembro de 2018, e a dos 4 000 em Julho do ano passado. O que indicia também que, à medida que o tempo passa, cada vez mais navios de maiores dimensões usam aquela via.

Dos 6 000 neo-panamaxes que já transitaram pelo “novo” canal, mais de metade eram porta-contentores. Os navios de GPL representaram 26% e os navios de GNL 11%. Graneleiros secos e líquidos, car carriers e navios de cruzeiro foram os restantes trânsitos.

“Mais uma vez, estamos orgulhosos de celebrar esta conquista ao lado da nossa força de trabalho de classe mundial e parceiros da indústria de GNL, que adoptaram rapidamente a via navegável desde a inauguração do canal expandido, há menos de três anos”, afirma, citado em comunicado, o administrador da Autoridade do Canal do Panamá, Jorge Quijano.

“Esperamos continuar a exceder as expectativas dos nossos clientes, oferecendo o mesmo serviço fiável, a flexibilidade e as oportunidades de sempre”, acrescentou.

O tráfego de mercadorias no Canal do Panamá alargado atingiu, no ano fiscal de 2018, um total de 442,1 milhões de toneladas do Canal do Panamá (PC/UMS), uma subida homóloga de 9,5% e um novo recorde absoluto nos 104 anos da infra-estrutura.

O 6 000.º neo-panamax no Canal do Panamá, o Energy Liberty, de pavilhão japonês, é detido pela MOL e pela Tokyo LNG Tanker. Construído em 2018, o navio, com 300 metros de comprimento e 163 240 metros cúbicos de capacidade, transporta nesta viagem GNL de Cove Point, nos EUA, para a Tokyo Gas.

 

 

 

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