A expansão em curso do canal do Panamá permitirá a passagem de navios de até 13 000 TEU, e não de apenas 10 000 TEU, como inicialmente previsto. Uma boa notícia para o porto de Sines, que no próximo dia 14 discute as implicações do “novo” canal na actividade dos portos nacionais.

A notícia é avançada pelo britânico Supply Chain Standard, a propósito da concretização de mais uma etapa do processo de expansão, previsto para estar concluído em 2014. Actualmente o canal apenas pode receber navios de 5 000 TEU.

A nova meta dos 13 000 TEU vem por cobro às críticas sobre o verdadeiro alcance da expansão do canal do Panamá para o tráfego de porta-contentores. Nos tempos recentes especulou-se que a obra ficaria aquém dos objectivos, uma vez que os 10 000 TEU não serviam para responder ao gigantismo dos navios que deverão entrar ao serviço nos próximos anos.

As obras de expansão do canal do Panamá deverão ficar concluídas em 2014. A partir de então os megacarriers que ligam a Ásia à Europa terão uma nova rota disponível. E encontrarão em Sines o primeiro hub europeu.

Preparando esse futuro, a Comunidade Portuária de Sines promove no próximo dia 14 do corrente uma conferência subordinada ao tema “O impacto do novo canal do Panamá nos portos portugueses”.

Entre os participantes destacam-se as presenças anunciadas de um responsável da Autoridade do Canal do Panamá e de Carlos Pais Montes, especialista da Universidade da Coruña, que apresentarão as respectivas visões sobre os impactes da obra ao nível internacional.

Participarão ainda no encontro, na qualidade de oradores, as presidentes dos portos de Sines e de Lisboa, respectivamente, Lídia Sequeira e Natércia Cabral, Amadeu Rocha, administrador da APDL, Daniel Bessa e Carlos Vasconcelos, presidente da Comunidade Portuária de Sines.

A conferência decorrerá no auditório da APS, entre as 10h30 e as 16h30.

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