O Canal do Panamá apresentou a proposta de alteração da estrutura de portagens. A publicação do documento abre um período de consulta e sugestões por parte dos operadores, que termina a 15 de Julho.

O objectivo da proposta é “servir melhor” o sector marítimo global. “As modificações que propomos aumentarão a transparência e a flexibilidade, entre outras melhorias, para garantir que o Canal do Panamá continue competitivo e ideal para o sector hoje e no futuro”, indica, citado em comunicado, o administrador da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), Jorge Quijano.

No caso dos porta-contentores, as modificações oferecem valores mais atractivos para os clientes aderentes ao Programa de Fidelização do Canal do Panamá ao adicionarem novos níveis com taxas reduzidas na sobretaxa de capacidade para companhias que alinhem entre dois  milhões e três milhões de TEU, e reduções ainda maiores para companhias que alinhem mais de três milhões de TEU.

O incentivo, implementado na última modificação de portagens para o ano fiscal de 2018, para o total de TEU carregados na viagem de retorno (TTLR) permanecerá em vigor.

Ainda no relativo ao transporte de contentores, mas em outros navios que não porta-contentores, a ACP propõe portagens diferenciadas para contentores vazios, secos ou refrigerados.

Para o segmento de granéis sólidos, é proposta a equivalência das tarifas cobradas às embarcações Neopanamax de transporte de minério de ferro às portagens cobradas no transporte de grãos e “outros granéis sólidos”, bem como um aumento para os graneleiros Neopanamax em trânsito com lastro.

As modificações propostas para o segmento de car-carrier e ro-ro incluem uma nova categoria tarifária para navios Neopanamax, precisamente para contabilizar o tamanho e a capacidade das embarcações, bem como pequenos incrementos nas taxas para navios Panamax.

A estrutura de portagens para navios-tanque, navios-tanque de produtos químicos, GPL e GNL permanece globalmente inalterada.

Para os navios de cruzeiros, é proposta a cobrança das portagens com base na capacidade máxima de passageiros, com isso pretendendo-se tornar mais fácil para as companhias transferirem os custos para os seus clientes, segundo a ACP.

 

 

 

 

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