Em Maio, o mercado mundial de carga aérea caiu 20,3%, em termos homólogos, ainda assim menos que os 25,6% de perda registados em Abril, refere a IATA.

No mesmo período, a oferta de capacidade de carga aérea reduziu-se em 34,7% (menos 41,5% em Abril), sobretudo devido à falta dos voos de passageiros, que cortaram em 66,4% a capacidade disponível nos porões.

Da conjugação destes factores resultou um aumento de 10,4 pp do “load factor”, para 57,6%. Precisamente, por causa da falta de oferta para responder à procura, a IATA considera que a perspectivas da carga são melhores que as dos passageiros, mas sempre avisando que o futuro permanece incerto.

O mercado europeu de carga aérea foi o que mais retrocedeu em Maio (29,5%, em termos homólogos), seguido de perto pela América Latina (-28,3). Na Ásia-Pacífico, o maior mercado mundial, a quebra atingiu os 24.2% e no Médio Oriente os 25,2%. Curiosamente, na América Norte a perda homóloga foi de apenas 3,6%.

Carga aérea recua 14% desde Janeiro

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o mercado mundial de carga aérea recuou 13,8%, com a ofertsa de capacidade a cair 20,9% e a taxa de ocupação a subir 4,2 pp para 51,3%.

A América do Norte tem a melhor performance do lado da procura, com um recuo de apenas 4,5%, seguida do Médio Oriente (-14,9%), Ásia-Pacífico (-16,7%), América Latina (-18,5%) e Europa (-18,7%).,

Na Europa, a quebra da procura foi “compensada” pela perda de 25,3% da capacidade, o que resultou num aumento da taxa de ocupação para 56,9%, a segunda melhor atrás da da Ásia-Pacífico (58,5%).

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