O transporte aéreo de mercadorias cresceu 5% em Julho, em relação ao mesmo mês de 2015, de acordo com os dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Trata-se do maior crescimento em 18 meses.

Carga aérea

O problema para o sector é que a capacidade cresceu 5,2% face a Julho do ano passado, pelo que se mantém a pressão sobre a indústria.

Segundo os dados da IATA, a procura (medida em toneladas-quilómetro voadas (FTK, na sigla em inglês)) cresceu, em Julho, em todas as regiões face ao mês homólogo de 2015, com excepção para a África e a América Latina, onde caiu, respectivamente, 6,8% e 5,6%. Os maiores crescimentos foram, tal como em Junho, registados na Europa (+7,2%) e no Médio Oriente (+6,7%). A Ásia-Pacífico registou um aumento da procura em Julho de 4,9% e a América do Norte de 4,1%.

A taxa de ocupação (“load factor”) recuou 0,1 p.p. para 41,3%.

“Julho foi um mês positivo para o transporte aéreo de mercadorias, o que tem sido raro suceder. Ainda assim, não devemos esquecer que a indústria continua a enfrentar ventos contrários em aspectos fundamentais. O ritmo de crescimento do comércio mundial é lento e a confiança empresarial fraca, ao que se junta a retórica política em ambos os lados do Atlântico, que não encoraja a liberalização do comércio”, afirmou, citado pela assessoria de imprensa, o novo director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

Com esta recuperação, o mercado da carga aérea voltou a terreno positivo no acumulado dos primeiros sete meses do ano, mas com um crescimento de apenas 0,7%.

O Médio Oriente lidera os ganhos (6,6% em termos homólogos), seguido da Europa (3,8%). As restantes regiões continuam em perda: -1,6% a Ásia-Pacífico, -2,3% a América do Norte, 2,7% a África e -5,5% a América Latina.

A taxa de ocupação média situava-se, no final de Julho, nos 45,5%, 2,3 p.p. abaixo do verificado há um ano.

 

 

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