O mercado mundial de carga aérea caiu 3,5% em Outubro, em termos homólogos, de acordo com os dados da IATA. No acumulado do ano a quebra é igual.

Começou frouxa a tradicional época alta para o sector da carga aérea. Outubro foi o 12.º mês consecutivo de descida da procura, o período mais prolongado desde a crise global de 2008. O sector continua a sofrer com as tensões comerciais entre os EUA e a China, e com o abrandamento do comércio global e do crescimento económico.

“A época alta da carga aérea está a começar de forma decepcionante, com a procura a cair 3,5% em Outubro. A procura deve diminuir na totalidade de 2019 – o resultado anual mais fraco desde a crise financeira global. Foi um ano muito duro para o sector da carga aérea”, refere, citado em comunicado, Alexandre de Juniac, director-geral e CEO da IATA.

Ao invés a capacidade disponível (muito ditada pelo negócio dos passageiros) cresceu 2,2% em Outubro, naquele que foi o 18.º mês consecutivo em que o aumento da oferta superou o da procura.

Só África aumentou

Em Outubro, as companhias aéreas da Ásia-Pacífico sofreram quedas de 5,3% na procura, com a capacidade a crescer 0,6%. Na América do Norte, a procura caiu 2,4% e a capacidade aumentou 3,1%. Já na Europa a procura decresceu 1,5% e a capacidade incrementou 2,8%.

O Médio Oriente registou uma descida de 6% na procura e uma subida de 0,9% na oferta. Na América Latina a procura desceu 2,6% e a capacidade aumentou 2,3%.

África foi a única região com aumento de procura em Outubro, de 12,6%. O pior é que a oferta incrementou ainda mais (+13,9%).

No acumulado dos dez primeiros meses de 2019 a situação repete-se, com África a ser a excepção à quebra generalizada, com um ganho homólogo de 6,1% na procura (e 14,1% na oferta).

A Ásia-Pacífico, o principal mercado regional da carga aérea, acumula uma perda de 6,1% na procura (e de 0,5% na oferta). A Europa recua 2,1% na procura, enquanto a oferta avança 3,7%. E a América do Norte cede 2,6% na procura, ao contrário da oferta que sobe 1,5%.

No Médio Oriente, a procura caiu 4,7%, contra um aumento de 0,8% da oferta, e na América Latina repete-se o cenário com uma redução de 1,6% e um aumento de 3,9%, respectivamente.

 

 

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