O mercado mundial de carga aérea aumentou 3,5% em 2018, de acordo com os dados da IATA. Na Europa avançou 3.2%.

O resultado não só é bastante menor do que os 9,7% ocorridos em 2017 (naquela que foi a maior subida desde 2010), como é inferior ao aumento da capacidade, que subiu 5,4%. Todas as regiões fecharam o ano passado com mais tráfegos, mas o aumento superior da capacidade disponível foi a regra, com a excepção para a América Latina.

Na Europa, o tráfego de carga aérea cresceu 3,2%, abaixo dos 4,3% de aumento da capacidade. O mercado europeu concentrou 23,3% da actividade em 2018.

No caso da Ásia-Pacífico, que, com 35,4% da actividade global, é o maior mercado regional do mundo, o tráfego aumentou 1,7% em 2018. Pior: a capacidade aumentou 5%.

Na América do Norte, o tráfego aéreo e a capacidade aumentaram na mesma ordem de grandeza: 6,8%. As companhias aéreas daquela zona do globo movimentam 23,7% da carga aérea mundial.

No que se refere ao Médio Oriente, os dados da IATA indicam que os volumes subiram 3,9% e a capacidade 6,2%. Por sua vez, as companhias aéreas da América Latina apresentaram um aumento na procura de 5,8% e da capacidade de 3,4%.

Em África, a actividade caiu 1,3% em termos de carga transportada, enquanto a capacidade melhorou 1%.

Subida de 3,7% em 2019

“A procura por carga aérea perdeu força no final de 2018 devido ao enfraquecimento do comércio mundial, à perda da confiança dos consumidores e à situação geopolítica”, indica, citado em nota de imprensa, o director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

Em relação a 2019, o executivo está “cautelosamente optimista” e prevê um crescimento na procura de 3,7% ao cabo dos 12 meses do ano. “Contudo, com a persistência das tensões comerciais e as medidas proteccionistas de alguns governos, há um risco significativo de que ocorram quedas. Portanto, manter as fronteiras abertas às pessoas e ao comércio é fundamental”, indica.

 

 

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