O transporte aéreo de mercadorias cresceu 3,2% em Abril, face ao mesmo mês do ano passado, menos de metade da capacidade disponível, que aumentou 6,6% no mesmo período, segundo a IATA.

Emirates

A subida é, ainda assim, uma inversão da tendência registada no primeiro quadrimestre de 2016, com uma quebra acumulada de 0,7%. A IATA não está, contudo, optimista, pois o comércio mundial regrediu no primeiro quadrimestre regredido pela primeira vez desde 2009.

Com a oferta de capacidade em alta (devido à evolução do negócio de passageiros), a taxa de ocupação ficou-se em Abril pelos 43,5% (menos 1,4 p.p. em termos homólogos) e as tarifas continuam sob pressão e as margens a sofrerem.

Médio Oriente e Europa em destaque

Em Abril, a o tráfego de carga aérea aumentou em todas as regiões, à excepção da América Latina, muito por culpa do Brasil.

Destacaram-se pela positiva a região do Médio Oriente, que cresceu 7,7%, e a Europa, a ganhar  6,8% naquela que foi a maior subida desde Novembro de 2013 (desempenho motivado pelas exportações alemãs).

Na América do Norte, a subida em Abril foi de 4,4%. Já a Ásia-Pacífico cresceu apenas 0,1%. África teve um Abril igual ao do ano passado (apesar do expressivo crescimento de 24,3% da capacidade disponível).

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2016, o cenário é sensivelmente pior. O Médio Oriente e a Europa destacam-se ainda, com ganhos de 6,2% e 2,4%, respectivamente. Mas a Ásia-Pacífico, que vale 39% do mercado mundial, cai 4% e a América do Norte perde 2%. A América Latina recua 2,5% e África cede 1,3%.

Em termos de taxa de ocupação, no final do quadrimestre ela ficou nos 42,3% (menos 3,1 p.p..). O melhor desempenho é ainda o das companhias da Ásia-Pacífico (com 50,4%), seguidas pelas da Europa com 45% e as do Médio Oriente com 41%.

 

 

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