O mercado mundial de carga aérea contraiu-se 3,9%, em volumes, em 2019. Foi a pior performance desde a crise financeira de 2009, anunciou a IATA.

No ano passado, a procura de carga aérea caiu pela primeira vez desde 2012, e logo 3,9%. Ao invés, a oferta de capacidade aumentou 2,1%, e com isso o load factor recuou 2,6 pontos percentuais para 46,7%.

2019 ficará, assim, para a história como o pior ano da carga aérea desde a crise financeira de 2009, quando a procura afundou 9,7%, sublinha a IATA. Razões para o sucedido: o fraco crescimento do comércio mundial (apenas 0,9%) e o abrandamento do crescimento do PIB nas regiões “manufactureiras” do mundo, com a fraca confiança dos consumidores a prejudicar o nível de encomendas e de exportações.

Para 2020, há sinais de que a situação poderá melhorar ligeiramente, mas ainda o director-geral e CEO da IATA avisa que será mais um ano desafiante.

Ásia-Pacífico mais penalizada

O mercado da Ásia-Pacífico foi o mais penalizado no ano findo, com uma quebra de procura de 5,7% face a 2018. E com isso o load factor recuou 3,8 p.p., mas manteve-se o mais elevado de todas as regiões, na casa dos 52,2%.

Na Europa, a quebra de volumes atingiu os 1,8%, enquanto a oferta de capacidade subiu 3,4%, e com isso a taxa de ocupação dos aviões recuou 2,8 p.p. para os 51,7%..

Olhando para as outras regiões, a América do Norte recuou 1,5% em volumes, o Médio Oriente perdeu 4,8% e a América Latina 0,4%. Só África, o mercado regional mais pequeno, experimentou um 2019 positivo, com um aumento de volumes de 7,4%.

 

 

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