A fraca performance das companhias da Ásia-Pacífico continua a penalizar a indústria da carga aérea mundial, reduzindo já para 1,5% o crescimento acumulado nos primeiros sete meses do ano, sublinha a IATA.

Em Julho, o mercado mundial da carga aérea, medido em toneladas-km voadas, recuou 0,4% relativamente ao mesmo mês do ano passado. Acentuam-se assim os sinais de estagnação do sector, em linha com o agravamento da situação da economia internacional.

As companhias da Ásia-Pacífico, que lideram o sector, voltaram a registar um crescimento negativo, na casa dos 4%. Ainda penalizadas pelas ondas de choque dos acidentes naturais que assolaram o Japão.

Sem terramotos nem tsunamis, mas a braços com uma crise das dívidas soberanas, a Europa também recuou. Apenas 0,5%, é verdade, mas as companhias do Velho Continente foram das que menos cresceram na forte recuperação do sector no ano passado.

Em alta estiveram, em Julho, os mercados do Médio Oriente (com um crescimento de 8,4%) e da América Latina (7,4%). A América do Norte avançou 2%. Numa outra dimensão, África também cresceu 8,4%, apesar da instabilidade política em países como a Líbia.

No balanço dos primeiros sete meses de 2011, a IATA sublinha que a actividade da carga aérea já só está a crescer 1,5%, e que esse crescimento poderá ainda esfumar-se no futuro próximo.

E no entanto, entre os principais mercados, apenas a Ásia-Pacífico apresenta uma perda homóloga de 3,5%. O Médio Oriente avança 9,5%, a América Latina 7%, a América do Norte 5,3% e mesmo a Europa cresce 4,2%.

Desde o início do ano, a oferta de capacidade aumentou, a nível global, 7,1%, o que, conjugado com o fraco crescimento dos volumes transportados, atirou a taxa de ocupação para a casa dos 45%.

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