O mercado da carga aérea continua a dar sinais de abrandamento, revela a IATA. Na Europa, Maio foi negativo e o saldo de 2015 também já está no vermelho.

TAP Carga

A tendência de crescimento que animou o sector em finais de 2014 continua a abrandar. E para piorar as coisas, a oferta de capacidade não pára de crescer (por causa do negócio dos passageiros), prejudicando a taxa de ocupação, sublinha a associação das companhias aéreas.

Ainda subsistem esperanças de uma recuperação na segunda metade do ano, mas Tony Tyler, CEO da IATA, é pragmático: a confiança estabilizou em baixa e as exportações estão em declínio, o que não augura nada de bom.

Em Maio, o mercado mundial da carga aérea cresceu apenas 2,1% em termos homólogos, o pior resultado mensal de 2015. A oferta de capacidade subiu 4,3%, atirando a taxa de ocupação para os 44,3%.

O Médio Oriente continuou a crescer muito (18,1%), mas a Ásia-Pacífico, que dera antes um ar da sua graça, apenas avançou 2,8%. A Europa cedeu 1,3%, a América do Norte recuou 2,9% e a América Latina caiu 10,5%. E em todas as regiões a oferta cresceu.

No balanço dos primeiros cinco meses do ano, o crescimento homólogo acumulado ainda é de 4%, mas a IATA sublinha que ele foi construído essencialmente na segunda metade de 2014, pelo que se pode esperar uma inversão da tendência daqui para a frente.

O mercado europeu de carga aérea perde 0,6% (e a oferta ganha 3,5%), enquanto a América Latina afunda 8% (+2,9% na oferta). A América do Norte ainda cresce 0,6% (e ali a oferta baixa 2,1%).

Noutro patamar, a região da Ásia-Pacífica avança 6,4% (6,9% na capacidade) e o Médio Oriente dispara 13,7% (18,9% na oferta).

 

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