Nos primeiros sete meses do ano, os principais portos nacionais movimentaram 47,2 milhões de toneladas. Um recorde absoluto. Graças (essencialmente) à carga. Apesar dos granéis líquidos.

Face ao período homólogo de 2013, o resultado agora divulgado pelo IMT representa um ganho de 2,7%. Setúbal é o porto que mais cresce (22,4% até aos 4,8 milhões de toneladas). Lisboa o que mais perde (3,3% para 6,9 milhões). Pelo meio, Leixões avança 3,8% (para 10,5 milhões de toneladas), Viana do Castelo 3,4% (294 mil toneladas) e a Figueira da Foz 1,6% (1,2 milhões de toneladas). Sines continua em perda (1,7%) mas é líder incontestado com 20,7 milhões de toneladas.

No final dos primeiros sete meses, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal somam resultados recordes.

A carga geral é cada vez mais o “motor” dos portos nacionais, com um total de 20,9 milhões de toneladas processadas, mais 12,9% que há um ano. A carga contentorizada já vale 15,8 milhões de toneladas (mais 12,9%), a carga fraccionada representa 4,6 milhões de toneladas (mais 8,9%) e a carga ro-ro mais do que duplica para as 355 mil toneladas.

Os granéis sólidos também contribuem para o recorde, com 10,2 milhões de toneladas (mais 6,8%).

Ao invés, os granéis líquidos, tradicionalmente os mais importantes em volume, continuam em perda, de 10,2%, com 16,2 milhões de toneladas contabilizadas.

O IMT sublinha ainda o facto de a carga embarcada continuar a crescer, ao invés das mercadorias desembarcadas (6,6% contra-0,4%). Sendo que em Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal as cargas se sobrepõem mesmo às descargas.

Em Agosto, os portos do Continente voltaram a perder carga (menos 1,4% para 7,3 milhões de toneladas). À conta da quebra de 7,4% nos granéis líquidos (2,7 milhões de toneladas) e da baixa de 7,2% nos granéis sólidos (1,5 milhões de toneladas), que a carga geral não logrou compensar, apesar da subida de 8% para os 3,1 milhões de toneladas.

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