Entre Janeiro e Junho, o aeroporto do Porto movimentou 17 mil toneladas de carga e serviu 2,75 milhões de passageiros. Números que superam o inicialmente previsto, referiu ao TRANSPORTES & NECÓCIOS o director do “Francisco Sá Carneiro”.

Na carga, o balanço do primeiro semestre é negativo em perto de 5%, Mas a comparação é feita com um ano de 2010 “que foi muito bom”, lembrou Fernando Vieira, e “já se notam sinais de recuperação”, acrescentou.

Em Junho, o resultado mensal foi ainda negativo em 2%, com 2 980 toneladas movimentadas. Destacaram-se os crescimentos da EAT (mais 23%) e da Air France (mais 17%), enquanto a Star Air caiu 21% e a TAP afundou 44%.

Em termos acumulados, a Star Air (UPS) lidera com 4 584 toneladas (menos 10%), à frente da EAT (DHL), com 4 033 (mais 8%). A Air France é terceira, com um crescimento de 32% para as 2 742 toneladas, tendo descolado da TAP, que perde 23% para as 2 064 toneladas. A TNT faz 1 373 toneladas (menos 16%) e as demais companhias respondem por 2 209 toneladas (menos 16%).

Nos passageiros, o momento é de forte crescimento: 22% no primeiro semestre. Fernando Vieira não esconde que já pensa nos seis milhões de passageiros (o ano passado foi ultrapassada a fasquia dos cinco milhões) mas à cautela admite que o ritmo deverá abrandar até ao final do ano.

Em Junho, pela primeira vez, contaram-se mais de meio milhão de passageiros, com um crescimento homólogo de 16%. Menos que os 22% acumulados desde o início do ano.

As companhias low cost são as principais responsáveis por este forte progresso, com ganhos acumulados de 39% (1,6 milhões de passageiros), com destaque para a Ryanair (mais 51%). Mas a TAP também cresce 5% e a Lufthansa avança 6%.

Ao longo do primeiro semestre a Ryanair abriu três rotas europeias e a Air Transat passou a voar para Toronto. Há dias apenas, a TAAG inaugurou a rota com Luanda.

Francisco Vieira sublinhou a propósito o significado e a importância das novas ligações de longo curso. E sobre a política da TAP, que privilegia o hub de Lisboa, referiu apenas que “gostaríamos que a TAP tivesse uma maior presença no nosso aeroporto, mas compreendemos a sua política comercial, como compreendemos as opções das outras companhias que têm os seus hubs estalecidos”.

De qualquer modo, rematou, “a TAP tem tido bons resultados no aeroporto do Porto e há sinais de que estará disponível para reforçar a sua presença”.

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