Desde o pico de Maio, a carga aérea internacional já recuou 6%, o que é motivo de preocupação, alerta a IATA. Mesmo se, em termos homólogos, os resultados de Setembro representaram um crescimento global de 14,8%.

De facto, o crescimento homólogo verificado em Setembro ficou longe dos 19% registados em Agosto. E se se ajustarem os dados aos efeitos da sazonalidade, então o resultado cai para uma perda de 2,1%.

O arrefecimento da actividade da carga aérea no segundo semestre já era expectável, depois da “cavalgada” da primeira metade do ano. Mas agora Giovanni Bisignani, director geral e CEO da IATA, não esconde a preocupação.

A quebra de Setembro foi maior do que o antecipado. A economia mundial continua a dar sinais de debilidade e a reposição de stocks que animou a actividade no arranque do ano não está a ter a necessária sequência no consumo.

Ainda assim, em Setembro a taxa de ocupação da capacidade de carga dos aviões subiu para os 52,4%, uma vez que a oferta apenas aumentou 11,9% ao passo que a procura avançou os referidos 14,8%.

As companhias europeias continuaram a apresentar a pior performance relativa, com uma subida homóloga de apenas 11%, o que as mantém 14% abaixo do nível atingido antes da crise.

Ainda em Setembro, as companhias da Ásia/Pacífico avançaram 15%, as da América do Norte progrediram 13%, as do Médio Oriente 24% e as da América Latina 21%.

No balanço dos três trimestres, a carga aérea internacional ainda cresce 25% em termos homólogos. Penaliza pela Europa, que apenas sobe 12% e puxa para baixo o resultado global. A Ásia/Pacífico avança 30%, a América do Norte 28%, a América Latina 39% e o Médio Oriente 31%. África, o mercado mais pequeno, acumula ganhos de 35% desde Janeiro.

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