A carga aérea registou em Setembro uma quebra de 3% na procura, que contrasta com o aumento de 2,5% na oferta de capacidade, sublinha a IATA.

E com este são já cinco meses consecutivos de quebra na toneladas-km produzidas pelas companhias aéreas a nível mundial. Entre Janeiro e Setembro, o saldo é agora de apenas 0,4% positivos, muito longe dos 6,1% de aumento da capacidade.

A região da Ásia-Pacífico, o principal mercado de carga aérea do mundo, que tradicionalmente desempenhou o papel de “motor” do crescimento do sector, continua a denotar sérias dificuldades, apesar do forte crescimento de algumas das economias da zona. Em Setembro, as companhias locais registaram uma quebra de 6,6%, em termos homólogos, na carga voada.

A Europa também recuou 2,3% e a América do Norte ficou praticamente a zeros na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em alta continuam as companhias da América Latina e do Médio Oriente, com crescimentos homólogos na casa dos 3,9% e 4,2%, respectivamente.

No balanço dos primeiros nove meses do ano, a situação repete-se. As companhias da Ásia-Pacífico quebram 4,1%, ao passo que na Europa o crescimento se reduz para 2,8% e na América do Norte para 3,3%.

Melhor estão as operadoras da América Latina e do Médio Oriente, com ganhos homólogos de 5,9% e 8,4%, respectivamente.

Em termos gerais, a carga aérea, medida em toneladas-km voadas, cresceu apenas 0,4% entre Janeiro e Setembro. No mesmo período, a oferta de capacidade aumentou 6,1%. Tamanha disparidade é explicada pela dependência da carga relativamente ao tráfego de passageiros. E esse está a crescer: 6,6% em Setembro (uma surpresa, sublinha a IATA) e 7,5% desde o início do ano.

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