Ao quinto mês,  o crescimento da movimentação de mercadorias nos portos nacionais esfumou-se. E a situação só não é pior, à conta do petróleo bruto e dos contentores (maioritariamente de transhipment), que ajudam a explicar a quota de mercado de mais de 53% de Sines.

Sines - Terminal XXI

Entre Janeiro e Junho, os principais portos do Continente processaram 36,9 milhões de toneladas, menos 0,2% que no período homólogo de 2015. Foram 15,7 milhões de toneladas (mais 3,3%) de carga geral, 7,7 milhões de toneladas (menos 6,5%) de granéis sólidos e 13,4 milhões de toneladas (menos 0,3% de granéis líquidos).

Entre os principais portos, Sines teve o melhor comportamento. Movimentou 19,6 milhões de toneladas (53,3% do total nacional), alavancados pelos aumentos de 30% na movimentação de petróleo bruto e de 21% na carga contentorizada.

Ao invés, Lisboa teve o pior registo, com uma quebra homóloga de 21,6% até aos 3,8 milhões de toneladas. Por causa das greves e apesar do contributo positivo dos granéis alimentares e agrícolas.

Leixões contou 7,3 milhões de toneladas (menos 4,2% em termos homólogos), Setúbal fez 3,3 milhões de toneladas (menos 1,8%), Aveiro 1,8 milhões de toneladas (menos 13,8%), Figueira da Foz 809 mil toneladas (menos 7,2%) e Faro 138 mil toneladas (menos 17,6%).

Maio com quebra de 9,4%

Em Maio, os portos do Continente movimentaram 7,4 milhões de toneladas, o que representou uma quebra de 9,4% face ao mesmo mês do ano passado.

A carga geral recuou 1% para cerca dos 3,6 milhões de toneladas (apesar da subida das cargas contentorizada e roro), os granéis sólidos afundaram 37,2% até aos 1,1 milhões de toneladas (mesmo com os produtos agrícolas em alta) e os granéis líquidos cederam 2,4% para 2,7 milhões de toneladas (com o petróleo bruto em alta).

 

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