A Cargolux acredita que a joint-venture que está a preparar com os chineses do HNCA Group para criar a Cargolux China evitará os erros da Jade, a parceria abortada entre a Lufthansa e a Shenzhen Airlines.

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“Analisámos o caso específico da Jade e concluímos que houve razões para que falhasse. Uma era tratar-se de uma joint-venture com concorrentes, o que é um erro. Nós não temos outra companhia e, por isso, não há conflito de interesses”, afirmou, no Luxemburgo, o CEO da Cargolux, Dirk Reich, à margem da entrega de um Boeing 747-8F à companhia.

O executivo salientou ainda que a Jade “tinha poucos pilotos e que a equipa de gestão ‘caiu de pára-quedas’ na China. Será completamente diferente desta vez”.

A Cargolux será o agente de vendas da Cargolux China, que operará 60% a 80% das rotas no trans-Pacífico e a restante percentagem em rotas dentro da Ásia. Reich indicou ainda que a China quer ligações à Austrália e a África e que a Cargolux (Luxemburgo) manterá as operações mundiais e na Europa.

A Cargolux China deverá estar pronta para avançar, em termos contratuais, no fim de 2016. A companhia de carga aérea tem planos de começar a operação da joint-venture com uma frota de três B747, aumentando para cinco ao cabo de três anos. A empresa admite avançar para a compra de aparelhos novos ou usados.

A Cargolux tem, além disso, em mãos um processo de negociações com os sindicatos, que mostraram a preocupação com o facto de a parceria com a HNCA para o mercado chinês poder cortar empregos na Europa. Dirk Reich salientou que toda a manutenção continuará no Luxemburgo e que para os pilotos até pode ser uma oportunidade de mais emprego.

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