Com prejuízos bilionários no trimestre findo a 31 de Maio, a Carnival Corporation está a acelerar a venda de navios e a renegociar a entrega de novos.

A Carnival Corporation, a maior empresa de cruzeiros do mundo, registou um prejuízo líquido de 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) no trimestre Março a Maio de 2020 (já com a aplicação das normas contabilísticas US GAPP). Um contraste brutal com o lucro líquido de 451 milhões observado no período homólogo do ano passado.

O prejuízo líquido ajustado no período totalizou 2,38 mil milhões de dólares, contra o lucro líquido ajustado de 457 milhões de dólares registado no mesmo trimestre de 2019.

A receita total da companhia no período em análise foi de 700 milhões de dólares, bastante abaixo dos 4,8 mil milhões de dólares do trimestre homólogo anterior.

Operações suspensas desde Março

A Carnival suspendeu as operações de cruzeiros em meados de Março, devido ao impacto do novo coronavírus. No presente, 62 navios da frota do grupo estão parados, e assim se manterão durante o trimestre corrente.

Com todos os navios parados, a empresa estima que as suas despesas operacionais e administrativas correntes rondem os 250 milhões de dólares por mês.

“Em face disso, a companhia não pode, no presente, fornecer uma previsão de resultados. A pausa nas operações continua a ter impactos negativos significativos em todos os aspectos dos negócios da companhia”, refere o comunicado da Carnival Corp.

A Carnival pretende retomar as operações de cruzeiros, em colaboração com governos e autoridades de saúde, de forma faseada, com navios e marcas específicas a regressarem ao longo de um período de tempo alargado. A companhia afirma que está a trabalhando com especialistas em políticas médicas e autoridades de saúde pública para desenvolver procedimentos e protocolos que assegurem a saúde e segurança a bordo dos seus navios.

Prevê-se que as viagens iniciais tenham escala num número seleccionado de portos principais de acesso fácil.

Mexidas na frota

A companhia pretende acelerar a venda de navios ao longo do ano fiscal de 2020 e indica já ter acordos preliminares para a remoção de seis navios que deverão deixar a frota nos próximos 90 dias e que está a trabalhar em acordos adicionais.

A Carnival tinha quatro navios programados para serem entregues entre Maio e Outubro de 2020, mas, agora, as datas serão diferentes. “A companhia acredita que a Covid-19 teve impacto nas operações dos estaleiros e que isso resultará em atrasos na entrega dos navios este ano e está a conversar com os estaleiros em prazos revistos”, indica o grupo sediado em Miami.

Um total de 16 novos navios está programado para ser entregue às marcas da Carnival Corporation até 2025.

O grupo integra marcas como Carnival Cruise Line, Princess Cruises, Holland America Line, Seabourn, P&O Cruises (Austrália), Costa Cruises, AIDA Cruises, P&O Cruises (Reino Unido) e Cunard. A Carnival Corporation também opera a Holland America Princess Alaska Tours. Juntas, essas marcas compõem a maior companhia de cruzeiros do mundo, com uma frota de mais de 100 navios que escalam em mais de 700 portos.

 

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