Os carregadores brasileiros querem que o governo de Brasília aumente o controlo das companhias internacionais que operam no país e que apoie o desenvolvimento de uma frota de marinha de comércio nacional.

Brasil - Porto de Santos

A posição foi declarada num fórum organizado pela Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (USUPORT-RJ).

“Estamos em crer que as companhias de navegação que vêm ao Brasil devem ter algum controlo por parte das autoridades, tal como sucede com a aviação comercial. O governo brasileiro nem sequer sabe se uma companhia é, de facto, alemã ou francesa, ou se os seus navios estão registados na Libéria ou no Panamá”, afirmou o presidente da USUPORT-RJ, André de Seixas.

Um dos oradores do fórum foi o jurista Osvaldo Agripino, que defendeu que o Brasil implemente legislação semelhante à que existe nos Estados Unidos há mais de 60 anos para a protecção das companhias de navegação nacionais.

Criticadas foram também as práticas das companhias internacionais no que toca à cobrança das taxas THC e de congestionamento / demora nas operações. Em ambos os casos, os carregadores falaram em “lucros ilegais” resultado de cobranças excessivas.

Para melhor defender os interesses dos exportadores e importadores brasileiros, foi anunciada a recente ao Forum Global de Carregadores, com sede em Londres.

Em relação ao apoio às companhias brasileiras de transporte marítimo, o ex-proprietário da companhia Transroll, Washington Barbeito, referiu ser “inaceitável” que a sétima economia do mundo não tenha um único navio porta-contentores a operar em rotas internacionais.

Barbeito sugeriu, por isso, que seja aprovado um segundo registo – além do Registo Especial Brasileiro –, com custos mais baixos, que possibilite que empresários locais possam formar companhias marítimas que operem com porta-contentores com origem e destino em portos na Europa, Estados Unidos e, numa fase posterior, Ásia.

 

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