Os maiores carregadores mundiais estão contra as sobretaxas de combustível de emergência anunciadas pelas principais companhias de transporte marítimo de contentores.

Chris Welsh, secretário-geral do Fórum Global de Carregadores (GSF, na sigla inglesa), afirmou, em comunicado, que estamos perante um caso de conluio.

O mesmo responsável sustentou que uma década passada sobre a abolição do sistema das conferências marítimas, em Outubro de 2008, o sector do transporte marítimo continua a usar esse método para impor sobretaxas aos clientes. Welsh indica que poucos outros sectores do transporte ainda recorrem a métodos de imposição de sobretaxas em que o aviso é efectuado tão em cima da hora.

“A imposição de sobretaxas de emergência não tem lugar num mercado de transporte marítimo moderno, onde custos e preços devem ser mutuamente acordados entre clientes e fornecedores”, acrescentou o secretário-geral do GSF.

As sobretaxas de combustível já anunciadas situam-se entre 60 e 90 dólares (51,3 e 77 euros) por TEU. E são justificadas pelo aumento do preço do crude, com impacto no custo do combustível marítimo.

Em causa estão os fracos resultados financeiros do primeiro trimestre das maiores companhias mundiais. A margem operacional média das 11 maiores companhias de navegação que divulgaram resultados caiu para -3,3% no primeiro trimestre. Trata-se do pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2016, de acordo com estatísticas da Alphaliner.

 

 

 

 

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