O Conselho Europeu de Carregadores (ESC) considera que a Comissão Europeia falhou no objectivo de resolver o problema da cartelização de preços no transporte marítimo de contentores.

Terminal Contentores Taranto

Em causa está o acordo firmado entre Bruxelas e 14 companhias (Hapag-Lloyd, Maersk Line, CMA CGM, COSCO, Evergreen, Hamburg Süd, Hanjin, HMM, MOL, MSC, NYK, OOCL, UASC e ZIM), que prevê o fim dos GRI (aumentos gerais de tarifas) e uma política de preços mais transparente nas rotas com origem ou destino na União Europeia.

O problema, advoga da ESC, é que as medidas não serão eficientes. “Embora este novo modelo traga mais transparência à política de preços do transporte marítimo de contentores, não resolve o problema de fixação de preços”, refere em comunicado.

As companhias de transporte abandonarão os GRI, mas anunciarão os preços dos fretes tendo em conta, pelo menos, cinco factores: tarifa-base, sobretaxas de combustível, sobretaxas de segurança, taxas de handling no terminal e sobretaxas de época alta. Estes anúncios fixarão os preços máximos e não poderão ser feitos mais de 31 dias antes de entrada em vigor nos novos preços.

“O novo modelo continua a permitir às companhias transportadoras testarem a política tarifária sem correrem o risco de perderem clientes”, lamentou o ESC, para quem este modelo permitirá às companhias continuarem a cartelizar preços.

O ESC anunciou, por isso, que vai insistir na necessidade de uma revisão aprofundada das regras de concorrência aplicadas ao transporte marítimo de contentores.

 

 

 

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