Os carregadores reclamam das companhias de navegação mais informação sobre o impacte que a sobretaxa dos combustíveis de baixo teor de enxofre terá no custo dos serviços.

O secretário-geral do Global Shipper’s Forum (GSF), Chris Welsh, lamentou, em comunicado, que, “com uma ou duas notáveis excepções”, os operadores ainda não tenham informado os carregadores sobre como passarão os sobrecustos para o preço do serviço.

O GSF reconhece que a implementação das medidas para o cumprimento dos novos limites de emissões de enxofre nos combustíveis é um desafio para o sector. Desde logo do ponto de vista tecnológico, pois há a opção de usar combustível com baixo teor de enxofre, GNL ou metanol, ou em alternativa instalar filtros de partículas (os denominados “scrubbers”).

Isto significa, segundo Welsh, “que o impacto no custo vai ser muito diferente de um operador para outro”.

Mas esse facto releva ainda mais, de acordo com o fórum dos carregadores, a necessidade de transparência na informação sobre as sobretaxas a aplicar. “É extremamente importante que os transportadores sejam abertos e transparentes com os seus clientes no que se refere aos custos adicionais que vão existir devido aos novos limites de enxofre, e que justifiquem cabalmente as taxas e sobretaxas adicionais ao custo de frete que vai haver”, salientou Chris Welsh.

A partir de 1 de Janeiro de 2015, serão implantadas as denominadas ECA (Área de Controlo de Emissões) no Mar Báltico, no Mar do Norte, no Canal da Mancha e em algumas zonas das costas da América do Norte. E aí o teor máximo de enxofre dos combustíveis dos navios passará dos actuais 1% para 0,1%.

Os carregadores já sabem que os custos adicionais impostos pelo cumprimento dos limites de emissões serão reflectidos nos preços de frete. Contudo, nem todos os transportadores clarificaram como vão fazê-lo.

As linhas de contentores foram das que já deram informações, com as sobretaxas por TEU a variarem entre os 15 dólares e os 165 dólares.

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