Os carregadores portugueses alinham com o Conselho Europeu de Carregadores nas críticas às companhias de navegação pela cobrança de sobretaxas de combustível.

Os carregadores portugueses alinham com o Conselho Europeu de Carregadores nas críticas às companhias de navegação pela cobrança de sobretaxas de combustível.

Em comunicado, o Conselho Português de Carregadores (CPC) contesta os fundamentos invocados pelas transportadoras para imporem as sobretaxas de combustível e fala na quebra do compromisso para aumentar a transparência na comunicação dos aumentos.

Para os carregadores portugueses, a justificação das sobretaxas pelo aumento do preço do petróleo “não é aceitável”. E justifica: “Apesar do preço médio do petróleo no mercado internacional ser estimado em cerca de 65 USD em 2018 e em 60 USD em 2019, o facto de em Maio de 2018 o petróleo ter atingido valores entre 75 USD – 80 USD, estes valores não podem ser argumento para aumentar os custos de transporte marítimo, uma vez que o preço médio em 2018 será inferior”.

Por outro lado, o CPC denuncia o facto de as sobretaxas terem sido anunciadas “num mesmo período temporal e com valores por contentor muito semelhantes”. Num movimento que indiciará “um alinhamento estratégico entre companhias, uma vez que não existem alternativas de serviço sem incremento de custos”, e que contrariará o “espírito do “compromisso da GRI” em que as companhias de navegação acordaram com a UE, em 2016, aumentar a transparência nos preços marítimos incluindo a não publicação e comunicação do aumento geral de tarifas (GRI)”.

Em consequência, conclui o comunicado, os carregadores portugueses associam-se aos carregadores europeus (representados pelo ESC ) “no sentido de protestar junto das instâncias europeias contra este aumento injustificado”.

 

 

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