O Conselho Europeu de Carregadores (ESC na sigla em inglês) pretende escrutinar as alianças mundiais que têm surgido no transporte marítimo de contentores. A monitorização poderá ser feita pela aliança mundial de carregadores.

Aliança 2M

O anúncio, feito na Conferência do Transporte Mundial (que decorreu anteontem e ontem em Hamburgo) pelo chairman do ESC, Denis Choumert, surge em resultado da crescente preocupação dos carregadores com a redução da escolha no transporte marítimo.

“Embora o actual desequilíbrio entre a capacidade disponível e a procura nos dê a impressão que as alianças não têm um impacto negativo no mercado, isso pode mudar quando as taxas e as sobretaxas aumentarem à medida que os operadores mais pequenos perderem a corrida por navios cada vez maiores”, afirmou Denis Choumert, citado num comunicado do ESC.

O ESC propõe-se monitorizar a actuação das mega-alianças nas três principais linhas de tráfego de contentores (Ásia-Europa, Trans-Atlântico e Tans-Pacífico), considerando itens como as tarifas spot, os tempos de trânsito, os portos com escalas directas e os cancelamentos de viagens, entre outros.

Este levantamento ocorrerá ao longo dos próximos anos e poderá ser levado a cabo sob a égide da recém-formada GSA – Global Shipper’s Alliance, que reúne a ASA (Associação de Carregadores da Ásia), a AAEI (Associação Americana dos Exportadores e Importadores) e o ESC.

 

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