Os candidatos às subconcessões da Carris e do Metropolitano de Lisboa têm até 14 de Maio para apresentarem as propostas. O secretário de Estado dos Transportes diz que os principais europeus estão interessados mas reconhece que isso não significa que vão até ao fim.

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Quem quiser ficar com a Carris já sabe que terá de renovar toda a frota durante a subconcessão de oito anos. O que pode refrear muitos ânimos, uma vez que se estará a falar de um investimento de cerca de 145 milhões de euros para um prazo de oito anos.

No caso do Metropolitano, a subconcessão será feita por um período de nove anos e o caderno de encargos não prevê investimentos em material circulante.

Tal como aconteceu no Porto, na capital foram lançados dois concursos, sendo certo que os interessados podem candidatar-se a ambas as subconcessões.

O prazo de 52 dias para a apresentação das propostas vinculativas é, na prática, meramente indicativo uma vez que, tal como no Porto, se houver muitos pedidos de esclarecimento por parte dos potenciais interessados o período de candidaturas será alargado.

“Os principais operadores europeus estão, de facto, interessados no concurso em Lisboa, mas esse interesse inicial não quer dizer que depois existam propostas concretas”, afirmou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, num encontro com jornalistas, recordando o caso do concurso no Porto, em que se verificou igual interesse inicial e “depois apenas duas entidades apresentaram propostas concretas” (uma delas fora do prazo).

Mais do que o número de potenciais interessados, Sérgio Monteiro realçou que o que move o Governo é entregar a responsabilidade de gestão a terceiros, “mantendo ou melhorando a qualidade do serviço”, e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de investimento em material circulante.

“A nossa intenção é transferir a responsabilidade de investimento no material circulante, sobretudo na Carris, para o parceiro privado, porque o Estado equilibrou estas empresas operacionalmente isto é, já dão lucro, mas não geram receita suficiente para fazer investimento, nomeadamente na renovação da frota”, acrescentou.

 

 

 

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