A carteira de  encomendas dos estaleiros navais mundiais caiu no ano passado para 2,3 anos de produção, longe do pico de 5,6 anos atingido em 2008, calcula a Clarksons Research.
HHI

A taxa de cobertura, que traduz o tempo estimado de produção das encomendas, é calculada com a divisão do total da carteira pela produção do ano anterior em termos de arqueação bruta compensada (CGT). Em termos de CGT, a carteira de encomendas caiu 25% em 2016, segundo a Clarksons.

Por regiões do globo, os estaleiros na Coreia são os que apresentam o nível de cobertura mais baixo, de somente 1,5 anos. Pelo contrário, os estaleiros europeus aumentaram a taxa de cobertura para 4,2 anos em 2016, de acordo com a consultora.

A Clarskons dá conta de que o número de estaleiros que terminou o ano passado sem receber um único contrato aumentou. No período de 2005 a 2008, o número de estaleiros com pelo menos uma encomenda anual foi, em média, de 87% do número de estaleiros activos no início do ano. Entre 2009 e 2015, esse valor médio caiu para 49%.

O cenário em 2016 foi ainda mais desolador, com apenas 28% dos estaleiros activos a garantirem pelo menos uma encomenda. Apenas 133 estaleiros navais registaram encomendas no ano passado.

“A produção e a capacidade global dos estaleiros caíram significativamente desde os anos de pico. No entanto, muitos dos estaleiros restantes não precisam olhar muito para frente para ver o fim da sua actual carteira de encomendas”, alerta a Clarksons Research.

 

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