Os transportadores afectados pelo cartel dos fabricantes de camiões poderão reclamar até 20% do valor que pagaram pelos veículos (incluindo juros), de acordo com o escritório de advogados espanhol Caamaño, Concheiro & Seoane (CCS).

Os juristas da CCS, o gabinete nomeado pela Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM) para apresentar as reclamações contra os construtores condenados pela Comissão Europeia, calculam que os transportadores cobraram mais 10% a 12% pelos camiões.

A CCS representa 4 300 clientes, totalizando 30 mil camiões. Considerando um preço médio de compra por veículo de 70 mil euros, o valor global das queixas poderá ultrapassar os 250 milhões de euros.

O escritório de advogados prevê apresentar cerca de seis mil acções judiciais em Espanha este ano e acredita que as primeiras sentenças serão conhecidas ainda em 2018.

Os afectados têm até 6 de Abril para solicitarem compensação por este cartel, que, de acordo com a Comissão, acordou preços entre 1997 e 2011 a nível europeu. A CCS acredita, porém, que a inclusão, no Outono passado, da Scania entre as marcas prevaricadoras poderá alargar esse prazo até cinco anos.

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