Um carregamento de carvão extraído no Botswana chegou com sucesso ao terminal da Matola, no Maputo, para ser exportado, anunciou a African Energy Resources.

Aquela companhia australiana enviou por via ferroviária um vagão com 25 toneladas de carvão extraído na mina de Sese, no Botswana, até ao terminal de carvão da Matola, em Moçambique, operado pelo grupo sul-africano Grindrod, informou a empresa, cotada na Bolsa de Valores da Austrália.

O carvão foi carregado na estação de Francistown, da Botswana Railways, no passado 3 de Abril e enviado através de Bulawayo, na região sul do Zimbabué, para Maputo, onde chegou a 7 de Abril.

No comunicado, a African Energy Resources adianta que o êxito deste teste demonstrou que é possível transportar carvão até à costa oriental de África, a fim de ser exportado para os mercados da Ásia/Pacífico, nomeadamente Índia e China.

Os recursos carboníferos do Botswana estão estimados em 212 mil milhões de toneladas, o que faz do país um dos mais ricos em carvão. Mas a sua exploração coloca problemas logísticos complexos, atendendo a que se trata de uma nação sem acesso directo ao mar, e que as infra-estruturas ferroviárias da região têm grandes limitações de capacidade.

Moçambique, onde a exploração carbonífera está em acelerado desenvolvimento, está a investir na recuperação das linhas férreas existentes e planeia construir novas, para satisfazer a procura local e também para desenvolver os seus portos como portas marítimas para os países interiores.

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