O aeroporto de Cascais, ex-aeródromo de Tires, está a preparar-se para, a partir de 2021, poder receber a totalidade da aviação executiva de Lisboa.

O presidente da Câmara de Cascais disse hoje estarem previstos investimentos no aeroporto de cerca de um milhão de euros, de forma a capacitar a infra-estrutura a receber mais gente, nomeadamente ao nível da ampliação da presença das forças de segurança (PSP, GNR e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras).

“A aviação executiva tem algumas especificidades, ocupa espaço em Lisboa e não gera tantas receitas como a aviação comercial. É positivo para Lisboa ver-se livre destas operações e Tires está muito próximo”, disse Carlos Carreiras, citado pela “Lusa”, à margem da inauguração do novo Centro de Simuladores de Voo da TAP.

De acordo com os dados da autarquia, actualmente o aeroporto de Cascais é o quarto de maior movimento depois de Lisboa, Porto e Faro. No ano passado contou 45 971 movimentos de aeronaves (27 030 aviões e 1 356 helicópteros) e por ali passaram 13 194 passageiros embarcados e 6 742 desembarcados.

O aeroporto dispõe de uma pista de 1. 700 metros de comprimento por 30 metros de largura e cinco placas de estacionamento, que dão acesso aos hangares. Ocupa uma área total de 42 hectares e ali operam sete escolas de aviação, responsáveis pela formação de quase 400 alunos por ano (30% deles estrangeiros) e mais de duas dezenas de empresas, que empregam cerca de 500 trabalhadores.

Recentemente a infera-estrutura recebeu a certificação de nível IV.

 

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