O estudo sobre a navegabilidade do Tejo promovido pelo Porto de Lisboa sugere a criação de um terminal de granéis em Castanheira do Ribatejo.

O estudo sustenta que a instalação de um tal terminal, para a movimentação de granéis sólidos e líqudos, não implicaria um investimento significativo da parte da APL (o investimento seria suportado pelo concessionário), e contribuiria para um “significativo aumento” do tráfego fluvial de mercadorias no Tejo.

A localização em Castanheira do Ribatejo é sugerida considerado que ali já está a ser implantado um terminal para a movimentação de contentores (que o estudo prevê seja ampliado).

Em apoio da sugestão de  criar um terminal de granéis a Norte de Vila Franca de Xira, os autores (o estudo foi apresentado por Faustino Gomes, da TIS.pt) lembram que uma parte substancial dos granéis alimentares descarregados no porto de Lisboa destinam-se à zona Norte da capital, e sugerem que existe um potencial de exportação de outros produtos, como areias ricas em sílica ou mármores.

A necessidade / utilidade / viabilidade do novo terminal poderá ainda ser majorada caso avance o terminal do Barreiro. O estudo sugere, a esse propósito, que a APL realize o investimento necessário (considerado suportável, para ligar o terminal da Margem Sul à Cala das Barcas (o canal que liga a Castanheira do Ribatejo).

Caso avance, o terminal do Barreiro, e a melhoria das acessibilidades marítimas necessária, também facilitará a melhoria dos acessos a terminais já instalados na Margem Sul, casos dos da Alkion e Atlantport. Mas o estudo concluiu que os investimentos serão, ainda assim, significativos e só passíveis de ser realizados com o envolvimento dos interessados.

Relativamente aos demais canais existente no Tejo navegável na área de intervenção do Porto de Lisboa, o estudo conclui que não se justificam investimentos suplementares.

A melhoria das condições de navegabilidade do Tejo para o tráfego de mercadorias é uma opção estratégica do Governo e da APL e visa, por um lado, reduzir o tráfego rodoviário nos acessos aos terminais de Lisboa e, por outro lado, libertar espaço nos próprios terminais para dessa forma aumentar a sua capacidade.

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