O governo da Catalunha vai injectar mais dinheiro na Spanair para evitar a sua quebra, diz. No que é contrariado pelos responsáveis da companhia aérea. A Vuelling, controlada pela Ibéria, denuncia as ajudas.

Os primeiros dez milhões de euros de dinheiros públicos foram adiantados pela Fira de Barcelona (entidade participada pela Generalitat, pelo Ayuntamiento de Barcelona e pelas câmaras de comércio). Seguir-se-ão outros 9,5 milhões de euros, estando o governo catalão – que é, afinal, quem paga – a procurar uma entidade através da qual fazer a transferência.

Para a Generalitat, o novo investimento visa garantir no imediato a manutenção da operação normal da Spanair.

Uma justificação que caiu mal entre os responsáveis da companhia aérea. Ferran Soriano, presidente da empresa, lembrou que o aumento do capital estava previsto desde o Verão. O plano estratégico 2010-2012 aponta necessidades de 120 milhões de euros para levar a cabo a reestruturação.

Desse montante, 40,5 milhões de euros foram garantidos por um sindicato de bancos e “cajas”. Outros 70 milhões foram contribuições de várias sociedades, todas com ligações à Administração Pública. Os 20 milhões de agora completam o “bolo”.

A Vuelling, controlada pela Ibéria, que também aposta forte no mercado catalão e no aeroporto de El Prat, já questionou mais este “crédito de emergência”, considerado pelo seu presidente, Josep Pique, “injustificável e incompreensível”.

Mas a Vuelling também já beneficiou de dinheiros públicos em abundância, o mesmo acontecendo com a Ibéria, que só na década de 90 do século passado terá embolsado 600 milhões de euros.

No seu primeiro sob o controlo catalão, em 2009, a Spanair acumulou perdas de 186 milhões de euros. Os números de 2010 ainda não foram divulgados.

 

 

 

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