O fim das portagens em algumas auto-estradas espanholas anunciado pelo governo de Madrid poderá ser a oportunidade para a Catalunha avançar com as suas próprias portagens.

Os sucessivos Executivos catalães sempre exigiram o fim das portagens nas auto-estradas nacionais. Mas ao que parece a ideia seria antes substitui-las por outras, autonómicas.

Agora que o novo governo espanhol parece apostado em acabar com as portagens nas auto-estradas à medida que os contratos de concessão forem terminando, em Barcelona, a porta-voz da Generalitat, terá afirmado a intenção de taxar o uso das auto-estradas e vias rápidas da comunidade. Em nome da “equidade territorial”.

Fim das portagens custará 450 milhões

O anúncio do fim próximo das portagens em centenas de quilómetros de auto-estradas provocou reacções diversas no meio empresarial espanhol.

Do lado dos transportadores rodoviários, a satisfação foi a esperada, uma vez que o não pagamento de portagens representará desde logo uma poupança anual de cerca de 1 900 euros por veículo.

Já a Seopan, a associação que representa as empresas construtoras e concessionárias, alerta para os custos da decisão para o erário público: cerca de 450 milhões de euros/ano só para as concessões que terminam proximamente (até 2021).

Se acaso o Executivo de Madrid decidir estender a medida a toda a rede espanhola de auto-estradas portajadas (2 550 quilónetros), então a factura dispara para os mil milhões anuais.

Nas contas que faz, a Seopan considera os custos da manutenção das infra-estruturas (até agora assumidos pelas concessionárias) e a perda de receitas para o Estado.

 

Tags:

Os comentários estão encerrados.